Plano de Acessibilidade contempla 25 pontos no centro de Assis, mas não há recursos para execução

Equipe da Secretaria Municipal de Obras apresentou os estudos realizados e a opção pelo rebaixamento das guias nas esquinas

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Plano de Acessibilidade contempla 25 pontos no centro de Assis, mas não há recursos para execução
Imagem: Assis News©

Em uma parceria com o Gaped – Grupo de Apoio às Pessoas com Deficiência –, a Secretaria de Obras de Assis apresentou o Plano de Acessibilidade, que, em um primeiro momento, contempla 25 pontos no centro da cidade para a implantação correta de guias rebaixadas.

A apresentação aconteceu na noite desta quinta-feira (11) e contou com a participação da presidente do Gaped, Magda Dias, da vice-presidente Angélica Almeida, do diretor Marcos Antônio Monteiro e demais integrantes da entidade; dos engenheiros civis Rui César Spera e Eduardo Figueiredo e das arquitetas e urbanistas Amanda e Flaviele, da Secretaria Municipal de Obras; dos vereadores Gerson Alves, Fernando Kiko e Português; e convidados.

O projeto teve início com a indicação do Gaped da esquina da Avenida Rui Barbosa com a Rua Ângelo Bertoncini, onde a acessibilidade é praticamente impossível, pois o rebaixamento da calçada foi feito de maneira totalmente irregular.

A partir daí, as equipes da secretaria verificaram 100 esquinas da Avenida Rui Barbosa e das Ruas Floriano Peixoto e Smith de Vasconcelos. Com as informações, foi elaborado o Projeto de Acessibilidade, que contempla 25 esquinas nestas vias.

O projeto prevê o rebaixamento das guias nestas esquinas, promovendo a acessibilidade. Na rua Smith de Vasconcelos, entre as Ruas José Nogueira Marmontel e Dr. Luiz Pizza, será realizado o prolongamento da calçada em dois pontos onde existem grandes árvores que dificultam a passagem.

As arquitetas explicaram que foi optado pelo rebaixamento das guias ao invés da implantação de faixas de pedestre elevadas pensando nos custos.

Falta de recursos
Sobre esse assunto, o engenheiro Eduardo informou que foi realizado o levantamento para a execução de um piloto justamente neste trecho da Rua Smith de Vasconcelos e esquina com a Dr Luiz Pizza. “Este trecho foi escolhido como piloto por ser o que mais apresenta dificuldades para serem resolvidas, como as árvores”, explica. “Mas para tudo há solução técnica de engenharia e arquitetura”.

Ele completou que o custo para a realização deste trecho é de R$ 51 mil. Para a implantação de todo o projeto, nas 25 esquinas selecionadas, o custo é de R$ 432 mil.

No entanto, a equipe da secretaria reiterou que a administração municipal não dispõe de dotação orçamentária para a realização desse projeto. Apesar disso, os profissionais ressaltaram que o primeiro passo foi dado, pois é necessária a existência de um projeto para a busca de recurso, tanto na esfera estadual quanto na federal.

Eles destacaram ainda que é necessária a união de toda a sociedade para que estes recursos sejam levantados. Nesse sentido a presidente do Gaped questionou a possibilidade de a Prefeitura de Assis oferecer algum benefício para que os empresários, sobretudo os abrangidos pelas ruas constantes do projeto, pudessem contribuir financeiramente para a sua execução.

Os engenheiros disseram que a ideia é válida, mas este assunto não compete à Secretaria de Obras e sim a outras pastas.

No final da reunião, o clima foi um misto de otimismo pela apresentação do projeto e de decepção pelo fato de ele não poder ser implementado imediatamente.


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