Polícia Civil de Cândido Mota prende homem investigado por divulgação de vídeo íntimo
Investigações tiveram início após a vítima relatar que seu ex-companheiro passou a descumprir as medidas protetivas de urgência
Divulgação
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por intermédio da Delegacia de Polícia de Cândido Mota, deu cumprimento, na terça-feira (23), a mandado de busca e apreensão domiciliar, que resultou na prisão de um indivíduo de 19 anos, investigado pela prática dos crimes de ameaça, divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento da vítima e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
As investigações tiveram início após a vítima relatar que seu ex-companheiro, inconformado com o término do relacionamento, passou a descumprir as medidas protetivas de urgência anteriormente deferidas em seu favor, encaminhando mensagens de teor ameaçador. Segundo apurado, o investigado afirmava que divulgaria vídeos íntimos da vítima na internet caso ela não retomasse o relacionamento, concretizando posteriormente as ameaças após a recusa da ofendida.
Na terça-feira, policiais civis deram cumprimento ao mandado judicial de busca e apreensão. Durante a diligência, foi localizado e apreendido o aparelho celular supostamente utilizado pelo investigado para armazenar, divulgar e compartilhar vídeos íntimos da vítima por meio da rede mundial de computadores. O equipamento será submetido à análise pericial, com o objetivo de subsidiar o aprofundamento das investigações e contribuir para a preservação dos direitos e da dignidade da vítima.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo reafirma seu compromisso no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher e ressalta que a divulgação, o compartilhamento ou a propagação de imagens, vídeos ou qualquer conteúdo íntimo sem o consentimento da pessoa retratada constitui crime e sujeita os responsáveis às sanções penais cabíveis.
Por fim, orienta-se que eventuais pessoas que tenham recebido tais conteúdos procedam imediatamente à sua exclusão e se abstenham de compartilhá-los, evitando a perpetuação da violência e eventual responsabilização criminal.
Fonte: Assessoria de Imprensa Deinter-8