Excesso de redes sociais pode comprometer a saúde mental, alerta terapeuta

Viviane Martins destaca os impactos emocionais da hiperconexão e defende o uso consciente da tecnologia

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Excesso de redes sociais pode comprometer a saúde mental, alerta terapeuta
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O uso excessivo das redes sociais tem se tornado uma das principais preocupações entre profissionais da saúde mental. O tempo cada vez maior dedicado às telas, aliado à exposição constante a conteúdos e comparações, tem contribuído para o aumento dos casos de ansiedade, baixa autoestima, estresse e sofrimento emocional.

Segundo a terapeuta Viviane Martins, embora as redes sociais tenham facilitado a comunicação e o acesso à informação, seu uso sem equilíbrio pode trazer consequências significativas para o bem-estar emocional.

"Estamos vivendo em uma era em que as pessoas estão conectadas o tempo todo, mas cada vez mais desconectadas de si mesmas. Muitas vezes, a busca por aprovação, curtidas e reconhecimento acaba influenciando diretamente a autoestima e a forma como as pessoas enxergam suas próprias vidas", afirma Viviane Martins.

De acordo com a terapeuta, um dos principais problemas está na comparação constante. Ao visualizar diariamente imagens de sucesso, felicidade, beleza e realizações, muitas pessoas passam a acreditar que suas vidas são insuficientes ou menos importantes.

"As redes sociais mostram recortes da realidade, mas muitas pessoas acabam comparando sua vida real com momentos selecionados e editados de outras pessoas. Isso pode gerar frustração, insegurança e sentimentos de incapacidade", explica.

Viviane destaca ainda que o excesso de tempo diante das telas pode prejudicar a qualidade do sono, reduzir a concentração e aumentar os níveis de ansiedade, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.

Entre os sinais de que o uso das redes sociais está se tornando prejudicial estão:

necessidade constante de verificar notificações;

dificuldade de ficar desconectado;

comparação frequente com outras pessoas;

sensação de tristeza após navegar nas redes;

queda na autoestima;

alterações no sono;

ansiedade e irritação quando não há acesso ao celular.

Segundo a terapeuta, outro fator preocupante é o impacto das redes nos relacionamentos pessoais.

"Muitas pessoas estão presentes no ambiente virtual, mas ausentes nas relações reais. O excesso de conexão digital pode enfraquecer vínculos familiares, amizades e momentos importantes de convivência", ressalta.

Para Viviane Martins, o caminho não é abandonar a tecnologia, mas aprender a utilizá-la de forma saudável e consciente.

"As redes sociais podem ser ferramentas positivas quando usadas com equilíbrio. O problema surge quando elas passam a controlar nosso tempo, nossas emoções e a forma como nos valorizamos", afirma.

A terapeuta recomenda estabelecer limites de uso, reservar momentos do dia longe das telas e investir em atividades que promovam bem-estar emocional, como exercícios físicos, leitura, lazer e convivência familiar.

"O maior desafio da atualidade não é apenas estar conectado, mas saber desconectar quando necessário. Cuidar da saúde mental também significa proteger nossa mente do excesso de estímulos e comparações que encontramos diariamente no ambiente digital", conclui Viviane Martins.


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